Sexta, 30 de Outubro de 2026
23°C 39°C
Porto Velho, RO
Publicidade

Governos estaduais aprovam aumento do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha

Novos valores entram em vigor em 1º de fevereiro; diesel terá o maior reajuste, de 11,1%, enquanto gasolina e gás sobem 4,5% e 4,8%

Redação
Por: Redação Fonte: Portal Diário de Rondônia
30/10/2026 às 10h26
Governos estaduais aprovam aumento do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os governos dos estados e do Distrito Federal aprovaram um novo aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. A decisão foi tomada no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), e os novos valores começam a valer em 1º de fevereiro de 2027.

O reajuste atingirá a gasolina, o diesel e o gás de cozinha. Na gasolina, o imposto passará de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, uma alta de 4,5%. No diesel, o valor subirá de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, aumento de 11,1%. Já o gás de cozinha terá elevação de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo, representando R$ 0,91 a mais por botijão de 13 quilos.

Este será o terceiro ano consecutivo de aumento do ICMS sobre combustíveis. A atualização é realizada anualmente e considera a variação dos preços médios mensais divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para definir os novos valores, foram comparados os preços registrados entre fevereiro e setembro de 2026 com os do mesmo período de 2025.

Além do reajuste já aprovado, os estados também avaliam a possibilidade de antecipar uma nova atualização do ICMS sobre o diesel, diante da instabilidade dos preços internacionais dos derivados de petróleo.

Por que os estados decidiram e o Governo Federal não pode vetar?

Embora o Confaz reúna representantes dos estados e do Distrito Federal, o ICMS é um imposto de competência dessas unidades federativas. Isso significa que a União não define diretamente as alíquotas estaduais do tributo.

O conselho reúne representantes das secretarias de Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal para discutir e estabelecer regras relacionadas ao imposto, incluindo a uniformização da cobrança sobre combustíveis.

Por esse motivo, o presidente da República não tem poder de veto sobre a decisão dos governos estaduais. O Governo Federal pode adotar medidas próprias sobre tributos federais e políticas de subvenção para tentar reduzir os custos dos combustíveis, mas não pode simplesmente impedir a atualização do ICMS aprovada no âmbito do Confaz.

Em março de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a pedir publicamente que os governadores reduzissem o ICMS, mas a solicitação não foi acolhida pelos estados.

Impacto para os consumidores

O aumento poderá pressionar o orçamento das famílias, tanto pelo custo direto do abastecimento quanto pela compra do gás de cozinha. A elevação do imposto sobre o diesel também pode aumentar as despesas com transporte de mercadorias, com possíveis reflexos nos preços de alimentos e outros produtos.

O repasse aos consumidores, entretanto, não é automático nem necessariamente ocorre na mesma proporção do reajuste tributário, pois os preços finais dependem de outros fatores do mercado.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Porto Velho, RO
31°
Chuvas esparsas
Mín. 23° Máx. 39°
35° Sensação
11.12 km/h Vento
62% Umidade
100% (1.33mm) Chance chuva
06h47 Nascer do sol
19h11 Pôr do sol
Sábado
41° 22°
Domingo
40° 23°
Segunda
39° 22°
Terça
39° 22°
Quarta
41° 22°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,41 +0,44%
Euro
R$ 6,03 +0,22%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 441,620,61 -2,80%
Ibovespa
168,068,38 pts -0.66%
Publicidade
Publicidade
Publicidade