
A Amazônia registrou 693 mil hectares de desmatamento em 2025, o menor índice da série histórica, segundo levantamento do MapBiomas divulgado nesta quarta-feira (14). O estudo reúne dados sobre cobertura e uso da terra no Brasil entre 1985 e 2025.
Do total registrado no ano passado, 639 mil hectares correspondiam à vegetação nativa primária, enquanto 54 mil hectares eram de vegetação secundária. Apesar da redução anual, o bioma perdeu 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa ao longo dos últimos 40 anos.
Conforme informações apuradas pelo Portal Diário de Rondônia junto ao levantamento do MapBiomas, a expansão da agropecuária aparece entre as principais mudanças identificadas na região. Em 2025, a atividade ocupava 65,3 milhões de hectares da Amazônia, com predominância de pastagens. A área destinada à mineração também cresceu, passando de 32 mil hectares em 1985 para 440 mil hectares em 2025.
O estudo aponta ainda que as áreas protegidas, incluindo Terras Indígenas, unidades de conservação e territórios quilombolas, mantinham 98% de sua cobertura formada por vegetação nativa. Por outro lado, o avanço de estradas e atividades econômicas aumenta a pressão sobre áreas próximas a esses territórios.
Na região que reúne municípios do Amazonas, Acre e Rondônia, a vegetação nativa diminuiu cerca de 7 milhões de hectares desde 1985, uma redução de 16%. Entre 2015 e 2025, foram desmatados 2,7 milhões de hectares nessa área.
Considerando apenas a parcela de cada estado inserida no bioma Amazônia, Rondônia tinha 59,1% de vegetação nativa em 2025. O percentual ficou abaixo dos registrados no Amazonas, com 94,6%, e no Acre, com 84,2%, segundo o levantamento.
Os dados reforçam a importância do monitoramento ambiental e das ações de prevenção e controle do desmatamento, especialmente em áreas pressionadas pela expansão agropecuária e pela abertura de estradas.