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Avanço da geração distribuída reforça papel das baterias

Em instalações fotovoltaicas, a bateria não funciona apenas como reserva para falhas da rede. Ela armazena a energia produzida e permite o uso conf...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
17/08/2026 às 11h55
Avanço da geração distribuída reforça papel das baterias
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A Baterias Moura apresenta, de 25 a 27 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo, sua linha de baterias para sistemas fotovoltaicos durante a Intersolar South America 2026. A participação ocorre no momento em que a expansão da geração distribuída amplia a discussão sobre como aproveitar a energia solar fora do período de incidência do sol.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a micro e minigeração distribuída respondeu, em 2024, por 5,6% da geração de eletricidade do país e por cerca de 13% do consumo do mercado cativo. O crescimento dessa fatia coloca em pauta a diferença entre o horário em que a energia é gerada e o horário em que ela é consumida.

Em instalações fotovoltaicas, a bateria não funciona apenas como reserva para falhas da rede. Ela armazena a energia produzida e permite o uso conforme o perfil de consumo de cada instalação, o que altera a condição da geração solar de recurso variável para recurso programável.

Na prática, a bateria é o elo entre energia produzida e energia disponível. É estratégica para aplicações em que interrupções, distância da rede ou dificuldade de acesso tornam a disponibilidade energética uma variável crítica.

Entre os efeitos possíveis dessa integração estão o aumento do autoconsumo, com a reserva dos excedentes gerados durante o dia, o deslocamento do uso da energia para horários de tarifa mais alta, a redução de picos de demanda e a manutenção de cargas críticas durante interrupções. Os resultados variam conforme o dimensionamento do sistema e a estratégia de operação adotada.

"Não existe uma única tecnologia adequada a todos os projetos. Consumo, autonomia, ciclagem, espaço disponível e investimento definem qual bateria é a mais apropriada em cada caso, e é essa análise que separa um sistema dimensionado de um sistema apenas instalado", afirma Thiago Melo, diretor comercial de Baterias Industriais e BESS da Moura.

A família Solar da Baterias Moura reúne tecnologias de chumbo-carbono e de lítio. Conforme especificações do fabricante, a linha MS tem modelos de 30 Ah a 220 Ah e atende sistemas fotovoltaicos e eólicos de pequeno e médio portes, com ênfase em ciclagem, aceitação de carga e menor intervenção operacional.

A série MSL é destinada a aplicações residenciais e comerciais, incluindo locais remotos. De acordo com a Moura, o produto combina alta ciclagem e um sistema de gerenciamento de bateria, o BMS, responsável por monitorar e equalizar as células. Interfaces opcionais permitem a comunicação com inversores, controladores e sistemas de supervisão.

Além de monitorar e equalizar as células, o BMS atua como sistema de proteção para o uso da tecnologia de lítio. O gerenciamento interrompe a carga quando uma célula atinge a tensão máxima permitida, desliga a bateria antes que a tensão caia abaixo do limite seguro e limita correntes acima dos valores previstos durante a carga ou a descarga. Também detecta curtos-circuitos e desconecta rapidamente a bateria, além de acompanhar a temperatura das células e suspender a operação em caso de superaquecimento ou de condições inadequadas para o carregamento. Essas proteções elevam os parâmetros de segurança e contribuem para preservar a vida útil do conjunto.

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