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TCE-RO apura possível uso de recursos públicos em obra de igreja em Porto Velho

Investigação aponta que máquinas, servidores e materiais da Prefeitura e do Governo de Rondônia podem ter sido utilizados na pavimentação de estacionamento.

Redação
Por: Redação Fonte: Portal Diário de Rondônia
23/07/2026 às 18h58 Atualizada em 23/07/2026 às 19h13
TCE-RO apura possível uso de recursos públicos em obra de igreja em Porto Velho
Foto: Reprodução

O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) investiga a possível utilização de recursos públicos na pavimentação do estacionamento do Grande Templo da Assembleia de Deus, localizado no bairro Tiradentes, na Zona Leste de Porto Velho. A obra foi realizada em julho de 2025 e, segundo a apuração, teria contado com o uso de estrutura pertencente à Prefeitura de Porto Velho e ao Governo de Rondônia.

O possível prejuízo aos cofres públicos foi estimado em mais de R$ 259 mil. A maior parte do valor, cerca de R$ 250,2 mil, está relacionada à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), que teria utilizado asfalto, caminhões e rolos compactadores da prefeitura na execução do serviço.

O Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER-RO) também é citado na investigação. Conforme o TCE-RO, máquinas e servidores do órgão teriam sido empregados no transporte e na aplicação do asfalto, gerando um custo estimado em R$ 9,3 mil.

A apuração também envolve a Sociedade Evangélica Beneficente (SEB), entidade ligada à igreja. Após um acordo com o Ministério Público, a instituição já devolveu R$ 3 mil. Ainda nesse trecho da investigação, permanecem R$ 6,3 mil apontados como valor a ser ressarcido.

O estacionamento fica no complexo do Grande Templo da Assembleia de Deus, na Zona Leste da capital, espaço com capacidade para receber aproximadamente 7 mil pessoas.

Imagens de satélite foram analisadas

Para investigar a execução da obra, os auditores do Tribunal de Contas analisaram imagens de satélite, realizaram vistorias e examinaram fotografias com informações de data e localização. Entre os elementos reunidos estão registros que mostram caminhões da Seinfra atuando na área do estacionamento.

Com base nas provas analisadas, o tribunal rejeitou a justificativa apresentada inicialmente pela Prefeitura de Porto Velho. Na ocasião, o município havia informado que teria enviado ao local apenas um caminhão-pipa com água reutilizada para reduzir a poeira.

O relator do processo determinou que os envolvidos apresentem suas defesas no prazo de 15 dias. Caso não se manifestem, o processo poderá seguir para julgamento mesmo sem a apresentação das alegações.

Após a análise das defesas, os conselheiros do TCE-RO deverão decidir se houve irregularidades e se os responsáveis terão de ressarcir os valores aos cofres públicos.

Até a última atualização da reportagem do g1, a Prefeitura de Porto Velho e o Governo de Rondônia não haviam se manifestado. A defesa da Igreja Assembleia de Deus também era procurada.

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