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Quatro mulheres são resgatadas antes de serem submetidas a sessão de tortura em cativeiro em MT

Polícia prendeu cinco suspeitos apontados como integrantes de uma facção criminosa; vítimas eram mantidas sob vigilância após uma discussão em Pedra Preta

Redação
Por: Redação Fonte: Portal Diário de Rondônia
21/07/2026 às 14h04
Quatro mulheres são resgatadas antes de serem submetidas a sessão de tortura em cativeiro em MT
Foto: Reprodução

Uma denúncia anônima levou as forças de segurança a um imóvel onde quatro mulheres, com idades entre 18 e 28 anos, eram mantidas contra a vontade em Pedra Preta, no Mato Grosso. As vítimas foram resgatadas pela Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, antes que fossem submetidas a uma sessão de violência física determinada por integrantes de uma organização criminosa.

A ação ocorreu na noite de sábado (18), após os policiais receberem informações sobre o cativeiro. Conforme as investigações, as mulheres teriam sido sequestradas horas antes, após uma discussão ocorrida em um estabelecimento comercial da cidade.

Segundo a apuração policial, integrantes do grupo decidiram aplicar uma punição às vítimas por supostamente descumprirem regras impostas pela organização criminosa na região. As quatro mulheres foram levadas para uma residência e permaneceram sob vigilância de oito suspeitos.

A intervenção policial ocorreu antes do início das agressões. Com a chegada das equipes ao imóvel, parte dos envolvidos tentou fugir. Alguns suspeitos teriam tentado destruir aparelhos celulares para eliminar possíveis provas, enquanto outros pularam muros de imóveis vizinhos durante a tentativa de escapar do cerco.

Cinco pessoas foram presas em flagrante: três homens, de 18, 23 e 25 anos, e duas mulheres, de 18 e 46 anos. Conforme a Polícia Civil, os envolvidos foram autuados por tortura, sequestro, cárcere privado e participação em organização criminosa. (VEJA O VÍDEO)

As quatro vítimas foram retiradas do imóvel e encaminhadas à Delegacia da Polícia Civil de Pedra Preta para prestar depoimento. Elas não sofreram ferimentos graves.

A Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos suspeitos. O pedido foi aceito pela Justiça, que determinou a transferência de quatro dos investigados para unidades prisionais. Uma das mulheres teve a prisão convertida em domiciliar por estar amamentando.

O caso continua sendo investigado para esclarecer a participação de todos os envolvidos e a dinâmica da ação atribuída ao grupo criminoso.

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