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Criança morre após infecção rara causada por ameba em Rondônia

Caso foi confirmado por exames laboratoriais após investigação realizada por órgãos de saúde do estado

Redação
Por: Redação Fonte: Portal Diário de Rondônia
08/05/2026 às 10h29
Criança morre após infecção rara causada por ameba em Rondônia
Foto: Reprodução

Uma criança de nove anos morreu após contrair uma infecção rara causada pela ameba microscópica Naegleria fowleri, conhecida popularmente como “ameba comedora de cérebro”, em Rondônia. A vítima era moradora de Machadinho D’Oeste e estava internada no Hospital Regional de Cacoal.

Conforme informações obtidas pelo Portal Diário de Rondônia, o diagnóstico da doença foi confirmado em 10 de abril após análises laboratoriais. No entanto, a criança morreu no dia 3 de abril, antes da confirmação oficial do caso. A investigação epidemiológica foi conduzida pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia.

Segundo a Agevisa, a infecção é causada pela ameba Naegleria fowleri, encontrada em águas doces e mornas, como rios, lagos e açudes. A transmissão ocorre quando a água contaminada entra pelo nariz, permitindo que o organismo alcance o cérebro através do nervo olfativo. A doença não é transmitida pela ingestão de água nem pelo contato entre pessoas.

A investigação foi realizada pela Secretaria Municipal de Saúde de Machadinho D’Oeste, que encaminhou amostras ao Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen/RO). A confirmação do caso foi feita pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

De acordo com os órgãos de saúde, após atingir o cérebro, a ameba provoca uma inflamação severa conhecida como Meningoencefalite Amebiana Primária (MAP), considerada rara e grave.

Os primeiros sintomas incluem dor de cabeça, febre, náuseas e vômitos. A doença pode evoluir rapidamente, por isso a orientação é procurar atendimento médico imediato em casos suspeitos.

Apesar da gravidade, a Agevisa ressalta que a infecção pela Naegleria fowleri é extremamente rara. Entre as recomendações preventivas estão evitar que água de rios, lagos e açudes entre pelo nariz durante mergulhos, além de utilizar água tratada ou fervida para higienização nasal.

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